Texto: Mayara Alcantra
Uma nova expansão para a franquia
Acabei de conferir a pré-estreia de Sobrenatural: Agora Entre Nós, sexto filme da franquia, e a produção consegue fazer algo interessante: expandir a mitologia que já conhecemos sem abandonar completamente os elementos que tornaram Sobrenatural tão marcante.
Desta vez, a história apresenta um novo olhar sobre a projeção astral e explora a existência de mensageiros capazes de transportar e materializar espíritos entre o plano espiritual e o plano terrestre.
É uma ideia que abre novas possibilidades para a franquia e mostra que ainda existe espaço para explorar o universo criado pelos filmes anteriores.
Lin Shaye é o coração do filme
Sem dúvidas, um dos maiores destaques de Sobrenatural: Agora Entre Nós é o retorno de Lin Shaye como Elise.
É emocionante ver a atriz novamente interpretando uma personagem tão importante para a franquia. Mesmo após a morte de Elise na cronologia da história, em 2011, sua missão de ajudar aqueles que precisam parece estar longe de terminar.
Dessa vez, Elise atua diretamente do plano espiritual, no Distante, e sua presença funciona quase como uma ponte entre os filmes anteriores e essa nova história.
Lin Shaye continua demonstrando por que Elise se tornou uma das personagens mais queridas da franquia. Mesmo quando não está fisicamente presente no mundo dos vivos, ela continua tendo uma importância enorme para a narrativa.
A paz nunca durou
Se alguém imaginava que a história finalmente teria um pouco de paz depois de Dalton fechar a porta vermelha no filme anterior, o roteiro rapidamente deixa claro que isso não vai acontecer.
A própria Elise deixa uma mensagem importante: no além, quando uma porta é fechada, outra pode ser aberta.
E é justamente dessa nova brecha que surge o principal conflito da história.
Agora, cabe a Gemma enfrentar uma nova onda de perigos que atravessa essa passagem entre os mundos, colocando novamente os personagens diante de forças que não compreendem completamente.
Terror e alívio cômico
O filme consegue equilibrar momentos de alívio cômico com sequências genuinamente assustadoras.
Algumas cenas apostam muito na sensação de claustrofobia, fazendo o espectador sentir que os personagens estão presos em espaços dos quais não conseguem escapar.
Esse é um dos pontos mais interessantes da produção: o longa não depende apenas de sustos repentinos, mas consegue construir uma tensão crescente em determinados momentos.
Quando o filme quer assustar, ele consegue criar uma atmosfera bastante desconfortável e entregar alguns bons arrepios.
Uma história que mantém a tensão
Outro mérito de Sobrenatural: Agora Entre Nós é manter a sensação de que alguma coisa pode acontecer a qualquer momento.
A expansão da mitologia não serve apenas para apresentar novos conceitos, mas também para criar novas possibilidades de ameaça.
A ideia dos mensageiros entre os planos é particularmente interessante porque permite que a fronteira entre o mundo dos vivos e o espiritual fique ainda mais instável.
Isso dá ao filme uma identidade própria dentro da franquia, mesmo mantendo elementos reconhecíveis para quem acompanha a saga desde o primeiro longa.

O problema está no final
Apesar dos acertos, o filme não consegue manter a mesma força até o fim.
O desfecho acaba sendo o ponto mais fraco da produção, principalmente porque algumas decisões parecem um pouco forçadas para conseguir chegar à conclusão desejada.
Depois de uma construção de tensão tão eficiente, o final poderia ter sido mais natural e melhor desenvolvido.
Não chega a destruir a experiência, mas deixa aquela sensação de que o filme poderia ter encerrado sua história de maneira mais satisfatória.
Conclusão
Sobrenatural: Agora Entre Nós consegue expandir a mitologia da franquia e encontrar novas maneiras de explorar a projeção astral e a relação entre o mundo dos vivos e o Distante.
O retorno de Lin Shaye como Elise é, sem dúvidas, o grande coração da produção e uma das melhores razões para acompanhar essa nova história.
Com bons momentos de terror, cenas claustrofóbicas, alguns alívios cômicos e uma atmosfera que mantém a tensão alta, o sexto filme mostra que ainda existe espaço para contar novas histórias nesse universo.
Mesmo com um desfecho um pouco forçado, Sobrenatural: Agora Entre Nós continua sendo uma parada obrigatória para quem acompanha a franquia.
No fim, parece que, dentro de Sobrenatural, nenhuma porta realmente permanece fechada por muito tempo.
