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Crítica: Shrek O Musical

Quando o Conto de Fadas Vira Realidade Depois de 13 anos, Shrek O Musical retorna ao Brasil, estrelado por Tiago Abravanel, Myra Ruiz, Evelyn Castro e Fabrizio Gorziza, em uma montagem realizada pela Atelier de Cultura e Instituto Artium. Mas...

Sumário

Quando o Conto de Fadas Vira Realidade

Depois de 13 anos, Shrek O Musical retorna ao Brasil, estrelado por Tiago Abravanel, Myra Ruiz, Evelyn Castro e Fabrizio Gorziza, em uma montagem realizada pela Atelier de Cultura e Instituto Artium. Mas será que o espetáculo cumpre as expectativas? Vamos descobrir.

Sinopse

Shrek – O Musical narra a jornada do ogro Shrek, cujo pântano é invadido por personagens de contos de fadas expulsos pelo Lord Farquaad. Para recuperar sua paz, Shrek faz um pacto para resgatar a Princesa Fiona, acompanhado pelo carismático Burro. A história é uma comédia romântica que celebra a aceitação, o amor próprio e a importância da amizade.

História do Musical

O musical estreou na Broadway em 2008, com Sutton Foster, Brian D’Arcy, Christopher Sieber e Daniel Breaker no elenco principal. Baseado no filme de 2001, concorreu ao Tony Awards em 2009, incluindo a categoria de Melhor Musical.

Cinco anos depois, em 2013, Shrek estreava no Brasil com Diego Luri como Shrek, Giulia Nadruz como Fiona e Rodrigo Sant’anna como Burro, com Myra Ruiz atuando como cover de Fiona. Agora, 13 anos depois, o musical retorna ao Teatro Renault com uma nova perspectiva, adicionando elementos musicais, humor nacional e atualizações visuais que enriquecem a experiência.

Humor e Referências

Um dos maiores acertos do espetáculo é não se levar a sério. As piadas funcionam para todas as gerações Geração Z, Alpha e Millennial mantendo a essência do filme de 2001. O musical traz referências que agradam fãs de outros clássicos, como Chorus Line, O Rei Leão e Wicked, criando uma experiência divertida e memorável.

Destaques do Elenco

Evelyn Castro como Burro

Evelyn Castro brilha como Burro, trazendo charme, humor e energia. Sua interpretação remete tanto à versão de Eddie Murphy quanto à dublagem brasileira, com sotaque carioca que dá personalidade à personagem. A química com Myra Ruiz como Fiona é perfeita, criando uma dupla cômica que carrega boa parte do espetáculo.

Myra Ruiz como Fiona

Myra Ruiz está encantadora como Fiona, combinando a força de uma guerreira com o sonho de uma princesa. Sua presença é marcante, especialmente na abertura do segundo ato, quando a atriz se diverte no papel e acerta em cheio o tom da personagem.

Tiago Abravanel como Shrek

Tiago Abravanel ainda parece buscar o ritmo ideal para Shrek. Em cena, sua presença não flui tão naturalmente quanto a de Evelyn e Myra, mas ainda há momentos interessantes que indicam potencial de evolução.

Fabrizio Gorziza como Lord Farquaad

Fabrizio Gorziza surpreende como Lord Farquaad, trazendo uma segunda camada ao personagem. Ele consegue equilibrar humor, egocentrismo e um charme cômico que funciona muito bem, especialmente em seus solos. Um destaque é a referência musical ao final de Defying Gravity, que gera uma quebra de expectativa divertida.

Pontos Fracos

Amanda Vicente, como Dragoa, tem grande potência vocal, mas a escolha de fazê-la “voar” no palco sem voice-over compromete sua presença cênica. A personagem perde imponência e o público se distrai, o que enfraquece algumas cenas.

O roteiro segue fielmente o filme, com pequenas referências ao universo original, mas o segundo ato é mais fraco que o primeiro, parecendo arrastado e com excesso de “gordura” narrativa. Uma redução de tempo poderia deixar o espetáculo mais ágil.

Outros Destaques

Referências brasileiras, como a Cuca e Emília, são bem-humoradas e agradam ao público local. Pamela Rossini, Eddy Norelo, Leo Rommano, Luisa Bresser e Mariana Montenegro também se destacam em pequenas pontas. A harmonização vocal entre Myra Ruiz e as Fionas mirins, Mariana Montenegro e Rafaela De Vita, em “É Hoje Eu Sei”, é particularmente admirável.

Caracterização e Cenário

A maquiagem e caracterização melhoraram significativamente em relação a montagens anteriores, tornando o universo do musical mais convincente. Shrek, Pinoquio e outros personagens ganham vida de maneira mais vívida e imersiva, reforçando a experiência teatral.

Conclusão

Shrek O Musical é uma excelente porta de entrada para o universo dos musicais, mesmo sendo inferior ao filme original. Apesar de problemas de roteiro, escolhas narrativas e pontos visuais questionáveis, o espetáculo é divertido, carismático e envolvente. Ideal para famílias, garante duas horas e meia de entretenimento leve e agradável, unindo comédia, música e emoção.

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Marina Bueno
Sobre o autor Marina Bueno

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