Um digno final
Um dos personagens mais aclamados da cultura pop é Indiana Jones, e aqui chegamos ao que seria o encerramento da trilogia por muitos anos. Mas será que ainda funciona bem? Vamos descobrir.
Sinopse
O professor Henry Jones, pai de Indiana Jones, é sequestrado pelos nazistas, e o arqueólogo parte em uma missão perigosa para salvá-lo e também proteger o Santo Graal.
De volta ao tom leve da aventura
O terceiro filme da franquia retorna, após uma recepção menos entusiasmada do capítulo anterior, ao tom mais leve e ao humor característico da série. Ainda que o filme anterior fosse mais sério, este consegue equilibrar melhor a aventura com a comédia, mesmo que em alguns momentos isso pese demais para o lado da galhofa.
A juventude de Indy
O filme também apresenta melhor a infância de Indiana Jones, com River Phoenix interpretando o jovem Indy. Essas cenas ajudam a expandir o personagem e ainda funcionam como uma referência divertida à série derivada dos anos 80.
Pai e filho em cena
A química entre Sean Connery e Harrison Ford é o grande atrativo do filme. Connery rouba a cena com naturalidade, enquanto Ford parece em alguns momentos mais automático na interpretação, mas a dinâmica entre os dois sustenta boa parte do charme da produção. Alison Doody completa esse trio central com presença marcante.
Spielberg entre o controle e o caos
Steven Spielberg parece ter menos controle criativo aqui do que nos filmes anteriores da franquia. Ainda existe diversão e espírito de aventura, mas em alguns momentos o filme parece perder o equilíbrio, especialmente quando a comédia pesa mais do que deveria.

Vilões e conflito clássico
Julian Glover e Michael Byrne interpretam os antagonistas nazistas da história. Eles cumprem bem seus papéis dentro da narrativa, mesmo sem alcançar a mesma imponência dos vilões anteriores da franquia, funcionando mais como obstáculos diretos na busca pelo Santo Graal.
Visual e sensação de repetição
Em alguns momentos, os cenários e efeitos passam a sensação de reciclagem dos filmes anteriores. Falta um frescor maior em certos trechos, como se a narrativa estivesse sempre prestes a encontrar algo novo, mas sem dar esse salto.
Conclusão
Indiana Jones e a Última Cruzada é um bom filme. Ele entrega uma aventura divertida e funciona bem como encerramento de trilogia, mesmo que mais tarde a franquia voltasse a ser revisitada.
