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Crítica: Godzilla Minus Zero (2026)

Sequência chega aos cinemas com sessões especiais em IMAX em 3 de novembro e nacionalmente em 5 de novembro...

Sumário

Godzilla Minus One foi uma das grandes surpresas do final de 2023. Vencedor do Oscar de Melhor Efeito Visual, o longa impressionou pela qualidade de seu CGI, comparável ao de grandes blockbusters de Hollywood. A TOHO, detentora dos direitos japoneses da franquia, confirmou a sequência “Godzilla Minus Zero”, que agora chega aos cinemas com a difícil missão de superar seu antecessor. De certa forma, a produção consegue superar o original em alguns aspectos, mas acaba patinando em outros.

Na trama, agora, em 1949, o país finalmente conseguiu se recuperar e retomar sua vida cotidiana, mas a família Shikishima encontra uma nova ameaça capaz de provocar mais um estado de calamidade tão ruim quanto o anterior. Depois de um longo período tentando se agarrar a um pouco de esperança, toda uma nação a vê ser esmagada em um instante. Sem possibilidade de retorno, dessa vez não terá terceira chance. Tudo termina aqui, independentemente dos resultados. O tempo será curto, mas determinante para decidir todo o futuro do país.

As sequências de ação são impressionantes. Em comparação ao primeiro filme, o diretor, roteirista e artista de efeitos visuais, Takashi Yamazaki, nas cenas envolvendo Godzilla e a destruição das cidades, demonstra uma evolução técnica significativa, especialmente durante os confrontos entre os monstros.

A figura do Godzilla está mais amigável comparada à anterior; ele surge como herói para salvar o dia, mesmo que isso possa afastar algumas pessoas que gostam da visão vilanesca. Quando ele aparece, a violência nas sequências em que ele surge traz impacto visual, algo que não foi visto antes com o personagem.

Godzilla Minus Zero/Foto: Sato Company
Godzilla Minus Zero/Foto: Sato Company

A figura do Godzilla está mais amigável comparada à anterior; ele surge como herói para salvar o dia, mesmo que isso possa afastar algumas pessoas que gostam da visão vilanesca. Quando ele aparece, a violência nas sequências em que ele surge traz impacto visual, algo que não foi visto antes com o personagem.

Há uma cena em que os personagens estão em uma moto, que é um dos piores efeitos do filme. O uso da tela verde fica evidente, criando uma sensação artificial que quebra a imersão. Mas parece que foi uma cena de regravações.

O drama é a parte que mais agradou em Minus One; acompanhar o trauma pós-guerra de Kôichi Shikishima (Ryûnosuke Kamiki) fazia ser um filme mais emocional da franquia em geral. Acompanhá-los, conseguindo derrotar Godzilla no final, não era só vitória para o núcleo humano, mas para o público que assistia. Nesse, o drama é espalhado em núcleos (não vou entrar em muitos detalhes, talvez seja grande spoiler do filme) que muitas vezes não têm o charme que o anterior tinha.

O retorno de Noriko (Minami Hamabe) foi a pior decisão do filme; o uso dela em determinado ponto do filme é péssimo. Acredito que seja algo para existir senso de urgência; esse propósito não consegue bem ser articulado pelo roteiro.

Godzilla Minus Zero é uma sequência bem-vinda, que consegue expandir o universo apresentado no filme anterior e elevar ainda mais o nível dos efeitos visuais, mas não consegue reproduzir o mesmo impacto de surpresa de Minus One, principalmente por algumas escolhas envolvendo seus personagens. Apesar dos deslizes no roteiro, as sequências de ação são impressionantes e dão vontade de acompanhar mais dessa franquia no futuro. 

NOTA: 7/10

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Matheus Silva
Sobre o autor Matheus Silva

Estudante de jornalismo, fã da cultura pop. Adora ir ao cinema e vivenciar a experiência, seja com um bom filme ou ruim (sendo ruim, será detonado com classe ou não). Adora ouvir música e ler livros.

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