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Crítica: Galinha Pintadinha O Filme (2026)

Longa da galinha mais amada do Brasil chega aos cinemas em 1 de outubro...

Sumário

Há duas décadas, a Galinha Pintadinha se tornou um fenômeno entre as crianças brasileiras, conquistando famílias com músicas que atravessaram gerações. Agora, a personagem chega aos cinemas com seu aguardadíssimo filme. Essa personagem tão simbólica, mesmo sendo uma narrativa simples, faz jus ao seu legado.

Na trama, receber uma encomenda errada é ruim.⁣ Pior ainda quando é seu filho… Uma cegonha atrapalhada troca os ovos e o filho da Galinha Pintadinha vai parar no ninho do Gavião. Ela terá que enfrentá-lo para resgatar seu Pintinho Amarelinho.

Galinha Pintadinha O Filme é uma grande surpresa. Nunca poderia imaginar que um filme sobre ela poderia ser tão encantador ao longo de seus 75 minutos, e apresenta grande homenagem a esse ícone infantil.

A narrativa flui bem, principalmente por sua estrutura episódica. Cada arco possui um objetivo claro, enquanto a história principal acompanha a Galinha Pintadinha em sua tentativa de recuperar o filho que foi parar no ninho do Gavião.

O uso da animação é lindíssimo; essa mistura de textura de 3D com 2D traz personalidade ao projeto.

O longa também não economiza nas participações especiais, mas elas não parecem gratuitas. A Borboletinha, por exemplo, ganha uma roupagem mística e se transforma em uma das presenças mais interessantes da história, já que, graças a ela, ouvimos pela primeira vez a voz da icônica Galinha Pintadinha.

A própria galinha é destaque quando começa a falar. Show à parte, O roteiro e a dublagem trabalham juntos para criar momentos divertidos e outros surpreendentemente emocionais. A voz de Hannah Buttel, com a pintadinha, traz esse apelo nostálgico, já que ela cantava as músicas dos DVDs.

Um dos pontos negativos é justamente a velocidade com que o filme resolve seus conflitos. As soluções para derrotar os vilões urubus são dignas do programa do Didi. Isso não funcionou.

Galinha Pintadinha O Filme funciona como uma homenagem carinhosa a uma personagem que faz parte da infância de várias gerações. Mesmo com soluções narrativas rápidas, a produção encontra união da animação, dublagem e no carisma de seus personagens. A direção de Marcos Luporini e Juliano Prado consegue equilibrar esse fenômeno infantil em uma aventura simples, mas bastante divertida. 

NOTA: 6/10

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Matheus Silva
Sobre o autor Matheus Silva

Estudante de jornalismo, fã da cultura pop. Adora ir ao cinema e vivenciar a experiência, seja com um bom filme ou ruim (sendo ruim, será detonado com classe ou não). Adora ouvir música e ler livros.

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