Há duas décadas, a Galinha Pintadinha se tornou um fenômeno entre as crianças brasileiras, conquistando famílias com músicas que atravessaram gerações. Agora, a personagem chega aos cinemas com seu aguardadíssimo filme. Essa personagem tão simbólica, mesmo sendo uma narrativa simples, faz jus ao seu legado.
Na trama, receber uma encomenda errada é ruim. Pior ainda quando é seu filho… Uma cegonha atrapalhada troca os ovos e o filho da Galinha Pintadinha vai parar no ninho do Gavião. Ela terá que enfrentá-lo para resgatar seu Pintinho Amarelinho.
Galinha Pintadinha O Filme é uma grande surpresa. Nunca poderia imaginar que um filme sobre ela poderia ser tão encantador ao longo de seus 75 minutos, e apresenta grande homenagem a esse ícone infantil.
A narrativa flui bem, principalmente por sua estrutura episódica. Cada arco possui um objetivo claro, enquanto a história principal acompanha a Galinha Pintadinha em sua tentativa de recuperar o filho que foi parar no ninho do Gavião.
O uso da animação é lindíssimo; essa mistura de textura de 3D com 2D traz personalidade ao projeto.

O longa também não economiza nas participações especiais, mas elas não parecem gratuitas. A Borboletinha, por exemplo, ganha uma roupagem mística e se transforma em uma das presenças mais interessantes da história, já que, graças a ela, ouvimos pela primeira vez a voz da icônica Galinha Pintadinha.
A própria galinha é destaque quando começa a falar. Show à parte, O roteiro e a dublagem trabalham juntos para criar momentos divertidos e outros surpreendentemente emocionais. A voz de Hannah Buttel, com a pintadinha, traz esse apelo nostálgico, já que ela cantava as músicas dos DVDs.
Um dos pontos negativos é justamente a velocidade com que o filme resolve seus conflitos. As soluções para derrotar os vilões urubus são dignas do programa do Didi. Isso não funcionou.
Galinha Pintadinha O Filme funciona como uma homenagem carinhosa a uma personagem que faz parte da infância de várias gerações. Mesmo com soluções narrativas rápidas, a produção encontra união da animação, dublagem e no carisma de seus personagens. A direção de Marcos Luporini e Juliano Prado consegue equilibrar esse fenômeno infantil em uma aventura simples, mas bastante divertida.
