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Crítica: Enola Holmes 3 (2026)

Enola Holmes 3

Uma nova aventura com menos mistério e mais drama familiar Entre os lançamentos de 2026 da Netflix, Enola Holmes 3 chega trazendo uma nova fase para a jovem detetive interpretada por Millie Bobby Brown. Dessa vez, além de resolver um...

Sumário

Uma nova aventura com menos mistério e mais drama familiar

Entre os lançamentos de 2026 da Netflix, Enola Holmes 3 chega trazendo uma nova fase para a jovem detetive interpretada por Millie Bobby Brown. Dessa vez, além de resolver um grande mistério envolvendo desaparecimentos, a personagem também precisa lidar com uma nova etapa da sua vida: o casamento.

Misturando drama familiar, romance e investigação, o terceiro filme tenta expandir o universo de Enola Holmes, mas será que consegue manter o charme dos filmes anteriores?

Sinopse

Em busca de uma nova aventura, a detetive Enola Holmes viaja até Malta, onde espera encontrar novos desafios e viver uma experiência diferente. Porém, o desaparecimento de Sherlock Holmes muda completamente seus planos, fazendo com que ela se envolva em um caso muito mais complexo do que imaginava.

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Ao mesmo tempo, Enola precisa equilibrar sua investigação com os preparativos para seu casamento com Tewkesbury, enfrentando o desafio de conciliar sua vida pessoal com sua necessidade constante por aventuras.

Millie Bobby Brown continua sendo o grande destaque

Após o encerramento de Stranger Things, Millie Bobby Brown retorna ao papel de Enola Holmes em mais uma produção de aventura da Netflix. Mais uma vez, a atriz demonstra por que se tornou o principal rosto da franquia.

Millie consegue carregar o filme com seu carisma, energia e conexão com a personagem. Enola continua sendo uma protagonista divertida, inteligente e impulsiva, mantendo a essência que conquistou o público desde o primeiro longa.

Outro ponto positivo é sua química com Louis Partridge como Tewkesbury. A relação entre os dois continua sendo um dos elementos mais fortes da franquia, trazendo um equilíbrio entre romance e humor.

Um roteiro dividido entre casamento e mistério

O principal desafio de Enola Holmes 3 é tentar equilibrar duas histórias diferentes: o desaparecimento de Sherlock Holmes e o casamento de Enola.

A ideia de mostrar uma nova fase da personagem é interessante, principalmente porque permite explorar como ela lida com compromisso e mudanças pessoais. Porém, o filme acaba dividindo demais sua atenção e nenhuma das duas tramas recebe o desenvolvimento ideal.

O sequestro de Sherlock, interpretado por Henry Cavill, tinha potencial para ser um grande mistério, mas acaba sendo menos impactante do que poderia. Enquanto isso, o casamento de Enola e Tewkesbury também possui bons momentos, mas parece precisar disputar espaço dentro da narrativa.

Elenco e personagens

O elenco de apoio continua sendo um dos pontos positivos da produção. Nomes como Helena Bonham Carter, Himesh Patel e Sharon Duncan-Brewster entregam boas performances e ajudam a manter o charme da franquia.

Helena Bonham Carter, especialmente, ganha mais espaço como Eudoria Holmes, mãe da família Holmes. Sua relação com Enola é melhor explorada, trazendo momentos emocionais interessantes e mostrando uma dinâmica familiar mais profunda.

Já Henry Cavill continua interpretando Sherlock em uma versão mais fria e distante do personagem. Embora essa característica faça parte da construção desse Sherlock, sua presença no filme parece menor do que deveria, principalmente quando comparada à força narrativa de Enola.

Malta e o visual do filme

Um dos grandes destaques de Enola Holmes 3 é sua ambientação em Malta. As paisagens são belíssimas e ajudam a criar uma atmosfera diferente para a aventura.

Porém, esse também acaba sendo um problema: visualmente, o filme impressiona, mas a beleza dos cenários não consegue compensar completamente as fraquezas do roteiro. São imagens que poderiam facilmente impressionar em uma pesquisa na internet, mas faltam momentos cinematográficos realmente memoráveis.

O mistério mais fraco da franquia

O maior problema do filme está justamente no elemento que deveria ser seu ponto principal: o mistério.

Diferente dos filmes anteriores, a investigação demora para ganhar ritmo e nunca consegue criar o mesmo envolvimento. O caso de Sherlock parece menos elaborado e, em vários momentos, a narrativa se torna cansativa.

A sensação é de que o filme está mais interessado no crescimento pessoal de Enola do que no próprio mistério, o que pode funcionar para alguns espectadores, mas decepciona quem esperava uma grande investigação.

Conclusão

Enola Holmes 3 talvez seja o filme mais fraco da franquia até agora. Apesar do carisma de Millie Bobby Brown, da química com Louis Partridge e dos bons momentos familiares, a produção sofre com um roteiro menos inspirado e um mistério pouco envolvente.

Ainda assim, continua sendo uma aventura leve e divertida, especialmente para assistir em família. Para quem já gosta da franquia, o filme ainda entrega o charme de Enola e seus personagens, mesmo que fique abaixo dos capítulos anteriores.

No fim, Enola Holmes 3 é uma sequência que não decepciona completamente, mas deixa a sensação de que poderia ter sido muito melhor. Uma aventura agradável, porém esquecível.

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Marina Bueno
Sobre o autor Marina Bueno

Apaixonada por cultura pop, teatro e musicais. Fã de Wicked, da Supergirl e de histórias inspiradoras, encontrrei nos palcos e nas telas minha maior fonte de entretenimento. Corinthiana de coração, valorizo a emoção das grandes apresentações, seja em um espetáculo musical ou em uma partida de futebol.

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