Pimenta Nerd

A sua dose certa de Nerdice

Crítica: Descendentes: País das Maravilhas Malvado (2026)

Descendentes Wicked Wonderland
A nova aventura coloca as personagens diante das consequências de suas escolhas envolvendo viagem no tempo, enquanto precisam enfrentar uma nova ameaça e provar que a nova geração de heróis e vilões ainda tem muito para oferecer....

Sumário

Descendentes voltando às suas origens

Uma nova geração encontra novamente a magia da franquia

Recentemente chegou ao Disney+ Descendentes: País das Maravilhas Malvado, também conhecido como Descendentes 5, trazendo novamente a dupla de protagonistas Red e Chloe após os acontecimentos do filme anterior.

A nova aventura coloca as personagens diante das consequências de suas escolhas envolvendo viagem no tempo, enquanto precisam enfrentar uma nova ameaça e provar que a nova geração de heróis e vilões ainda tem muito para oferecer.

Mas será que a franquia conseguiu recuperar a essência que conquistou os fãs nos primeiros filmes?

Publicidade

Sinopse

Red e Chloe acreditavam que tinham conseguido consertar tudo ao alterar o passado. Porém, mexer com o tempo acabou criando uma nova ameaça: Maddox Hatter.

Quando Maddox captura a Rainha de Copas durante os Jogos da Copa do Reino, as duas precisam reunir uma nova equipe de heróis para salvar o País das Maravilhas e impedir que esse novo vilão destrua tudo.

A volta da essência de Descendentes

Um dos maiores acertos de País das Maravilhas Malvado está na forma como a diretora Kimmy Gatewood entende aquilo que fez Descendentes funcionar no passado.

Diferente do filme anterior, que parecia distante da identidade original da franquia, aqui existe novamente aquela sensação de estar dentro daquele universo desde os primeiros minutos.

O número de abertura já mostra essa mudança de direção. A energia, as cores, a fantasia e principalmente a música fazem o público lembrar por que a franquia conquistou tantos fãs.

O filme entende que Descendentes nunca tentou ser uma grande fantasia complexa, mas sim uma mistura de aventura adolescente, conto de fadas e musical.

Um musical cheio de energia

Visualmente, o filme é extremamente vivo. Tanto Auradon quanto o País das Maravilhas possuem uma identidade própria, com cenários coloridos e uma estética que combina perfeitamente com o universo criado.

As coreografias são um dos grandes destaques da produção. O filme consegue criar números musicais que realmente parecem pertencer a um musical, com músicas que ficam na cabeça após o término.

Canções como a abertura, o número do Chapeleiro Maluco e os solos e duetos funcionam justamente porque possuem aquela energia exagerada e divertida que sempre foi uma característica da franquia.

Red e Chloe finalmente encontram suas próprias identidades

Kylie Cantrall e Malia Baker finalmente parecem ter encontrado o tom definitivo de suas personagens.

Um dos problemas dos filmes anteriores era a sensação de que a nova geração estava tentando repetir a fórmula dos protagonistas originais. Aqui, Red e Chloe conseguem construir suas próprias personalidades.

Além disso, os acontecimentos do filme anterior possuem consequências reais, fazendo com que as decisões das personagens tenham mais peso.

A chegada de Liamani como Pink, irmã mais nova de Red, também adiciona uma nova dinâmica à história, trazendo uma relação familiar interessante para a protagonista.

Novos personagens e novos potenciais

Entre os novos integrantes do elenco, destacam-se Brendon Tremblay como Max Hatter, Alexandro Byrd como Luis Madrigal e Kiara T. Romero como Hazel Hook.

Max é facilmente um dos personagens mais interessantes do filme. Ele possui mais camadas e consegue fugir um pouco do padrão dos personagens da franquia, entregando um conflito mais elaborado.

Já Hazel e Max mostram muito potencial, mas enquanto Max consegue desenvolver melhor sua trajetória, Hazel acaba deixando a sensação de que poderia ter sido mais explorada.

O retorno dos personagens clássicos

No elenco adulto, o filme traz novamente Rita Ora como Rainha de Copas e Brandy Norwood como Cinderella.

Porém, diferente do filme anterior, ambas possuem menos espaço e acabam funcionando mais como participações especiais do que como peças importantes da narrativa.

Em compensação, Leonardo Nam consegue entregar um vilão interessante como Chapeleiro Maluco, trazendo uma ameaça carismática e divertida.

Outro destaque é Awkwafina, que faz uma participação rápida dando voz à filha do Gato Cheshire. Mesmo aparecendo pouco, a personagem consegue ser marcante e influencia diretamente alguns momentos importantes da história.

O retorno da diversão sem culpa

No fim, assistir a Descendentes: País das Maravilhas Malvado é entender exatamente o tipo de experiência que a franquia quer entregar.

Não é uma produção que busca revolucionar o gênero ou criar algo extremamente profundo. É uma aventura adolescente, colorida, exagerada e divertida.

Mas a diferença é que dessa vez essa “galhofa” funciona muito bem.

O filme lembra a época em que Descendentes estava no auge: uma mistura de música, fantasia, personagens carismáticos e uma mensagem simples sobre escolhas e identidade.

Conclusão

Descendentes: País das Maravilhas Malvado é um retorno bem-vindo às origens da franquia. Mesmo com uma nova geração de protagonistas e personagens diferentes, o filme mostra que a magia ainda existe.

Para aqueles que acreditam que a franquia terminou no terceiro filme, talvez seja difícil aceitar essa nova fase. Porém, o novo elenco prova que uma nova geração pode carregar esse legado.

No fim, Descendentes 5 entrega exatamente aquilo que promete: diversão, música, fantasia e uma boa dose de nostalgia.

O novo sempre chega e, dessa vez, ele consegue ser tão encantador quanto o original.

Compartilhe em suas redes sociais

Marina Bueno
Sobre o autor Marina Bueno

Apaixonada por cultura pop, teatro e musicais. Fã de Wicked, da Supergirl e de histórias inspiradoras, encontrrei nos palcos e nas telas minha maior fonte de entretenimento. Corinthiana de coração, valorizo a emoção das grandes apresentações, seja em um espetáculo musical ou em uma partida de futebol.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pimenta Nerd Recomenda