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Crítica: Camp Rock 3 (2026)

Camp Rock 3
Camp Rock 3 é uma continuação que tinha potencial, mas acaba não aproveitando completamente a oportunidade de retornar ao universo do acampamento musical....

Sumário

De volta ao Camp Rock

Uma nova geração tenta encontrar seu lugar

Recentemente chegou ao Disney+, Camp Rock 3, continuação que chega 16 anos depois do segundo filme da franquia e promete trazer uma nova geração de campistas, além do retorno de rostos conhecidos como os Jonas Brothers e Demi Lovato.

Mas será que depois de tanto tempo a magia do Camp Rock continua funcionando? Vamos descobrir.

Sinopse

Em Camp Rock 3, a banda Connect 3 (Shane, Nate e Jason) perde inesperadamente sua atração de abertura para uma grande turnê de reencontro e retorna ao Camp Rock para encontrar a nova revelação do acampamento.

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Com isso, uma competição entre os novos campistas começa, trazendo rivalidades, romances e novas descobertas.

O retorno de uma franquia marcante

Trazer Camp Rock de volta depois de tantos anos era uma missão complicada.

A franquia marcou uma geração principalmente por representar aquela fase dos filmes musicais do Disney Channel, ao lado de produções como High School Musical e Os Feiticeiros de Waverly Place.

O retorno dos Jonas Brothers como produtores e também como parte do elenco era uma das grandes expectativas, assim como a participação de Demi Lovato, que ajudou a transformar os primeiros filmes em fenômenos.

E o terceiro filme tenta fazer algo diferente ao não simplesmente repetir a história dos anteriores.

Aqui, a trama não gira em torno de uma competição musical tradicional ou de uma disputa entre personagens, mas sim da busca por novos talentos para abrir os shows da Connect 3.

A ideia é interessante, mas o problema está na execução.

Uma nova geração sem muito brilho

O filme apresenta novos protagonistas como Malachi Barton, Liamani, Lumi Pollack, Hudson Stone, Brooklyn Pitts e Casey Trotter.

O elenco tem momentos bons, mas também apresenta atuações bastante irregulares.

Alguns personagens conseguem conquistar o público, enquanto outros parecem existir apenas para preencher espaço dentro da história.

Sem dúvidas, Liamani, Malachi Barton e Hudson Stone são os maiores destaques da nova geração. Eles conseguem trazer mais energia para a trama e possuem um carisma que ajuda o filme a se tornar mais divertido.

Enquanto isso, boa parte dos outros personagens poderiam ter sido melhor desenvolvidos ou até removidos para deixar a narrativa mais dinâmica e menos extensa.

O problema do ritmo

Um dos maiores problemas de Camp Rock 3 é justamente o seu ritmo.

A premissa da competição para abrir os shows da Connect 3 começa como uma ideia interessante, mas o filme demora muito para realmente engrenar.

Quando a história finalmente encontra seu caminho, o público já passou boa parte da experiência esperando algo acontecer.

Isso acaba prejudicando o impacto emocional e principalmente a diversão, algo que sempre foi uma das maiores características da franquia.

O retorno dos antigos personagens

Mesmo com pouco tempo de tela, os Jonas Brothers conseguem trazer uma sensação nostálgica.

Ver Shane, Nate e Jason novamente desperta uma memória dos filmes anteriores e mostra como esses personagens ainda possuem importância para os fãs.

O mesmo acontece com Demi Lovato, que aparece pouco, mas consegue entregar aquele sentimento de retorno ao passado.

A interação entre Mitchie e sua mãe Connie é um dos momentos mais nostálgicos do filme e lembra o motivo pelo qual a franquia conquistou tantas pessoas.

Faltou o espírito de Camp Rock

O maior problema de Camp Rock 3 é que ele parece não entender completamente o que tornou os filmes originais especiais.

Os primeiros filmes sempre tiveram uma certa simplicidade. Eles eram exagerados, tinham momentos considerados “toscos” e justamente por isso tinham personalidade.

Era uma produção que sabia ser divertida dentro da sua própria proposta.

Já o terceiro filme parece preso entre duas ideias: ser uma homenagem aos filmes antigos ou apresentar uma nova era para a franquia.

No fim, acaba não sendo completamente nenhum dos dois.

Até mesmo as músicas, que deveriam ser o grande destaque, não conseguem alcançar o impacto das canções anteriores. Elas funcionam dentro do filme, mas faltam aquelas faixas que ficam na cabeça depois dos créditos.

Conclusão

Camp Rock 3 é uma continuação que tinha potencial, mas acaba não aproveitando completamente a oportunidade de retornar ao universo do acampamento musical.

O filme possui alguns bons momentos, principalmente graças aos novos talentos e ao retorno dos personagens clássicos, mas sofre com problemas de ritmo, personagens pouco desenvolvidos e músicas que não possuem o mesmo impacto.

No fim, Camp Rock 3 acaba sendo uma experiência nostálgica, mas também uma oportunidade perdida.

É um filme que parece não decidir se quer homenagear o passado ou construir um novo futuro para a franquia, e justamente por isso acaba ficando preso no meio do caminho.

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Marina Bueno
Sobre o autor Marina Bueno

Apaixonada por cultura pop, teatro e musicais. Fã de Wicked, da Supergirl e de histórias inspiradoras, encontrei nos palcos e nas telas minha maior fonte de entretenimento. Corinthiana de coração, valorizo a emoção das grandes apresentações, seja em um espetáculo musical ou em uma partida de futebol.

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