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Crítica: Assassin’s Creed: Syndicate

A franquia Assassin’s Creed é conhecida por explorar períodos históricos distintos, misturando ação, parkour e narrativa imersiva. Com Assassin’s Creed: Syndicate (2015), a Ubisoft buscou revitalizar a série após o problemático Unity, trazendo a Londres do século XIX durante a...

Sumário

A franquia Assassin’s Creed é conhecida por explorar períodos históricos distintos, misturando ação, parkour e narrativa imersiva. Com Assassin’s Creed: Syndicate (2015), a Ubisoft buscou revitalizar a série após o problemático Unity, trazendo a Londres do século XIX durante a Revolução Industrial. Mas será que este jogo consegue capturar a essência que consagrou a franquia?

Sinopse

Em Syndicate, assumimos o controle dos gêmeos Jacob e Evie Frye, Assassinos dedicados a libertar Londres do controle dos Templários, liderados por Crawford Starrick. A história mostra os protagonistas unindo o submundo criminoso da cidade e formando a gangue dos “Rooks” para combater a opressão. Entre missões de infiltração, combates e sequências de parkour, o jogador acompanha a luta para restaurar equilíbrio e justiça na capital inglesa.

A mecânica e a jogabilidade

Uma das maiores apostas de Syndicate foi substituir o parkour fluido característico da franquia por um gancho retrátil, que lembra mecânicas de jogos do Batman. A intenção era criar algo novo e dinâmico, mas o resultado é controverso. Em vez de agilizar a movimentação, o gancho interrompe o fluxo natural do parkour, tornando a experiência menos orgânica e, em alguns momentos, cansativa. Para jogadores veteranos da série, isso representa um afastamento daquilo que faz Assassin’s Creed ser único.

Apesar disso, Syndicate apresenta boas ideias, como a possibilidade de alternar entre Jacob e Evie, cada um com habilidades próprias. Jacob é mais focado em combate direto, enquanto Evie prioriza furtividade e planejamento. Infelizmente, ambos os personagens carecem de carisma, e a narrativa não consegue criar uma conexão emocional sólida com o jogador, deixando os protagonistas um pouco esquecíveis dentro da história da franquia.

Ambientação e design

O grande destaque de Syndicate é, sem dúvida, a ambientação de Londres durante a Revolução Industrial. A cidade é retratada com riqueza de detalhes: ruas sujas e poluídas, fábricas fumegantes e bairros pobres que transmitem a atmosfera de opressão da época. Essa imersão histórica é reforçada por side quests interessantes, como a DLC em que o jogador enfrenta Jack, o Estripador, adicionando camadas de tensão e narrativa à Londres do século XIX.

Visualmente, porém, o jogo não evolui muito em relação a Unity. Muitos elementos gráficos e cenários parecem reciclados, e a mecânica de combate, apesar de funcional, não apresenta grandes inovações, deixando o jogo em um território familiar, mas sem impressionar.

Conclusão

Assassin’s Creed: Syndicate é um jogo curioso dentro da franquia. Ele apresenta uma ambientação histórica fascinante e missões secundárias interessantes, mas perde em identidade devido à substituição do parkour por mecânicas menos orgânicas e à falta de carisma dos protagonistas. O gancho, embora inovador, prejudica a fluidez do jogo, e o visual, mesmo competente, não surpreende.

Apesar de ser divertido em alguns momentos, especialmente na DLC de Jack, o título não consegue capturar plenamente a magia que tornou a franquia famosa. Syndicate é um jogo de transição: mantém a base de Assassin’s Creed, mas sem oferecer a profundidade e o refinamento esperados pelos fãs.

Para quem gosta de história e da Londres vitoriana, vale a pena conferir. Mas para jogadores que buscam o espírito clássico e a adrenalina do parkour, talvez seja o capítulo mais “esquecível” da série até então.

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Marina Bueno
Sobre o autor Marina Bueno

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