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Crítica: Ariana Grande – Petal (2026)

Ariana Grande Petal

Esse álbum virou um enterro Ariana Grande transforma raiva em música E ela voltou mais forte do que nunca. Nesta madrugada chegou Petal, novo álbum de Ariana Grande, um projeto que prometia mostrar uma nova fase da cantora. Mas será...

Sumário

Esse álbum virou um enterro

Ariana Grande transforma raiva em música

E ela voltou mais forte do que nunca. Nesta madrugada chegou Petal, novo álbum de Ariana Grande, um projeto que prometia mostrar uma nova fase da cantora.

Mas será que o álbum consegue entregar tudo aquilo que prometia ou acaba ficando preso na própria proposta?

Sinopse do álbum

Quando Petal foi anunciado, a primeira impressão era de que o conceito estaria ligado às pétalas de uma flor: algo que nasce, cresce em diferentes lugares e representa renovação, transformação e um possível renascimento artístico.

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Porém, essa ideia começou a mudar quando “Hate That I Made You Love Me” foi lançada. A faixa mostrou que esse não seria um álbum calmo ou sobre recomeços tranquilos.

Ariana Grande chegou aqui para expor sentimentos guardados.

Um álbum de confronto

A grande proposta de Petal é justamente a cantora abraçar sua raiva e transformar frustrações em música.

A faixa-título funciona como uma declaração de intenções. A sonoridade segue a linha das outras músicas do álbum, mas a mensagem é muito clara: Ariana responde às críticas, aos julgamentos e às pessoas que acreditam saber exatamente como uma estrela pop deve se comportar.

O álbum começa no auge, com uma produção impecável e uma identidade visual e sonora muito bem definida.

Em músicas como “Kiss Me”, Ariana critica a forma como artistas femininas são constantemente observadas, julgadas e cobradas por aparência, comportamento e escolhas pessoais.

Existe uma sensação de que a cantora está cansada da imagem que criaram dela e quer mostrar que existe uma pessoa por trás da artista.

A raiva como combustível

Um dos pontos mais interessantes de Petal é como Ariana não tenta esconder seus sentimentos.

A cantora utiliza uma linguagem mais agressiva, com palavrões e frases fortes, quase como uma grande discussão transformada em música.

É um álbum que parece uma conversa direta com aqueles que dizem conhecer Ariana, mas que na verdade conhecem apenas a imagem pública criada ao longo dos anos.

Ela não tenta parecer perfeita ou distante. Pelo contrário, o projeto abraça a imperfeição e mostra uma artista frustrada, cansada e querendo ser ouvida.

O problema da falta de profundidade

Porém, o maior problema de Petal está justamente naquilo que poderia ser sua maior força.

O álbum apresenta temas interessantes, mas muitas vezes não se aprofunda neles o suficiente.

Para quem acompanha a trajetória de Ariana Grande, principalmente todos os momentos difíceis pelos quais a cantora passou nos últimos anos e a intensa exposição pública, existe uma expectativa de que o álbum explorasse mais essas questões.

Em alguns momentos, a raiva parece apenas uma reação imediata, quase como uma grande reclamação, quando poderia se transformar em uma reflexão muito mais profunda sobre fama, identidade e amadurecimento e sobre o seu próprio fandom, mas prefere ficar no superficial

O resultado é que algumas músicas acabam passando uma sensação de birra momentânea, quando existe potencial para algo muito maior.

Uma narrativa que poderia ser melhor organizada

Outro ponto que prejudica o álbum é a organização da tracklist.

Algumas músicas parecem desconectadas da narrativa principal, principalmente as duas últimas faixas, que dão a sensação de pertencerem a outro projeto.

Existe também uma música que lembra bastante a fase de Positions, criando um contraste com a proposta mais agressiva e emocional do restante do álbum.

Com algumas mudanças na ordem das faixas, a história de Petal poderia funcionar de maneira mais coesa e impactante.

Ariana continua sendo Ariana

Mesmo com seus problemas, Petal mostra novamente a capacidade de Ariana Grande de se reinventar.

O álbum talvez não seja aquele momento em que a cantora explora todo o seu potencial vocal, com grandes performances e notas impressionantes que marcaram sua carreira.

Mas isso não significa que seja um trabalho fraco.

Ariana entende sua voz, sua imagem e sua presença como artista. Mesmo seu álbum mais “simples” ainda consegue estar acima da média de muitos lançamentos do pop atual.

Conclusão

Petal é um álbum de raiva, desabafo e confronto.

Ele começa extremamente forte, com uma identidade clara e uma Ariana Grande disposta a responder aqueles que acreditam saber tudo sobre ela, mas perde força quando não aprofunda completamente seus próprios temas.

Ainda assim, existe algo muito interessante aqui: a cantora não está tentando agradar todo mundo.

Ela está mostrando suas feridas, suas frustrações e sua vontade de ser vista além da fama.

No fim, Petal talvez não seja o álbum definitivo de Ariana Grande, mas prova mais uma vez que, mesmo quando ela não entrega sua melhor versão, ainda consegue criar um trabalho acima da média. Afinal, ela continua sendo Ariana Grande.

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Marina Bueno
Sobre o autor Marina Bueno

Apaixonada por cultura pop, teatro e musicais. Fã de Wicked, da Supergirl e de histórias inspiradoras, encontrei nos palcos e nas telas minha maior fonte de entretenimento. Corinthiana de coração, valorizo a emoção das grandes apresentações, seja em um espetáculo musical ou em uma partida de futebol.

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