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Crítica: A Maldição da Múmia (2026)

Chegou aos cinemas o novo filme de Lee Cronin, diretor de A Morte do Demônio: A Ascensão, que aqui propõe sua própria versão da Múmia. Mas será que o terror visceral que ele oferece funciona na prática? Vamos explorar ponto...

Sumário

Chegou aos cinemas o novo filme de Lee Cronin, diretor de A Morte do Demônio: A Ascensão, que aqui propõe sua própria versão da Múmia. Mas será que o terror visceral que ele oferece funciona na prática? Vamos explorar ponto a ponto.

Sinopse

Em A Maldição da Múmia, a filha de um jornalista desaparece misteriosamente no deserto. Oito anos depois, a família fica chocada quando Katie é devolvida, mas o que deveria ser um reencontro alegre se transforma em um verdadeiro pesadelo.

Uma abordagem diferente para a Múmia

Depois dos filmes clássicos da Múmia com Brendan Fraser e o reboot fracassado de 2017 com Tom Cruise, que tentou iniciar um universo cinematográfico de monstros sem sucesso, Cronin opta por uma abordagem mais visceral e brutal. Aqui não há subgêneros ou misturas de aventura e romance: o filme é, sem rodeios, um terror clássico com uma pegada suja e sangrenta.

A primeira cena já estabelece a tensão e expectativa, prendendo o espectador nos primeiros cinco minutos. A jovem Hayat Kamille interpreta Katie, e embora sua atuação seja limitada, a cena consegue introduzir o universo de horror da produção de forma eficiente.

Personagens e atuação

O filme também tenta construir relações familiares, mostrando os pais de Katie, interpretados por Jack Reynor e Laia Costa, além de Billie Roy e Shylo Molina. No entanto, há problemas de interpretação evidentes: Laia Costa apresenta uma atuação artificial, enquanto Reynor entrega momentos genuínos. Entre os membros da família, Billie Roy se destaca pelo carisma e leveza que traz às cenas.

May Calamawy assume o papel de agente egípcia, sendo o artifício para o desenvolvimento do clímax. Apesar de sua cena de ação ser interessante, a produção a utiliza de maneira que em alguns momentos se aproxima do absurdo, comprometendo a seriedade da narrativa. Veronica Falcón oferece alívio cômico involuntário, mas também participa de cenas de horror visualmente impactantes.

Aspectos técnicos e visuais

A maquiagem de Nathalie Grace é impressionante, grotesca e detalhada, trazendo o aspecto nojento e degradante da morta-viva com extrema fidelidade. Algumas cenas, envolvendo funerais, pedicure e até um ferro de passar, reforçam o caráter perturbador e não recomendado para espectadores sensíveis.

O filme também se aprofunda na mitologia egípcia, dando mais contexto histórico e cultural à maldição, o que diferencia A Maldição da Múmia de adaptações anteriores que focavam mais no entretenimento do que na lore histórica.

Pontos fracos

Apesar dos acertos, o filme sofre com problemas de ritmo. Há aproximadamente 40 minutos desnecessários, com excesso de exposição e falhas de montagem que diluem a tensão. Os 20 minutos finais tentam resgatar uma vibe mais trash, mas o contraste com o restante do filme quebra um pouco a coerência.

Além disso, o enredo parece limitado, mantendo o público preso a uma narrativa linear e previsível, sem explorar plenamente o potencial de sua mitologia ou personagens secundários.

Conclusão

A Maldição da Múmia é um terror visceral, nojento e sangrento que entrega exatamente o que promete: sustos, cenas impactantes e horror físico. Apesar de problemas de ritmo, atuações desiguais e falhas narrativas, o filme funciona como uma experiência de terror “arroz com feijão”, ideal para fãs do gênero que apreciam horror sem rodeios.

Não é obrigatório assistir no cinema, mas vale a pena conferir para quem gosta de um terror direto, visceral e com elementos clássicos de filmes de múmia.

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Marina Bueno
Sobre o autor Marina Bueno

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