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Crítica: 1941 – Uma Guerra Muito Louca (1979)

A comédia mais caótica de Steven Spielberg Entre os filmes da filmografia de Steven Spielberg, 1941 – Uma Guerra Muito Louca talvez seja um dos mais curiosos e diferentes da carreira do diretor. Conhecido por seus grandes sucessos de aventura,...

Sumário

A comédia mais caótica de Steven Spielberg

Entre os filmes da filmografia de Steven Spielberg, 1941 – Uma Guerra Muito Louca talvez seja um dos mais curiosos e diferentes da carreira do diretor. Conhecido por seus grandes sucessos de aventura, ficção científica e suspense, Spielberg mergulha aqui na comédia pastelão, entregando uma obra que divide opiniões até hoje.

Sinopse

Após o ataque japonês a Pearl Harbor, os moradores da Califórnia entram em pânico acreditando que serão o próximo alvo do Japão. Em meio ao caos, acompanhamos figuras excêntricas como Wild Bill Kelso, um piloto completamente maluco da Guarda Nacional; o sargento Frank Tree, um patriota fanático; Ward Douglas, um civil disposto a ajudar o esforço de guerra a qualquer custo; e o general Joseph W. Stilwell, que tenta manter a sanidade enquanto tudo ao seu redor desmorona.

Spielberg fora da zona de conforto

1941 é um dos raros momentos em que Spielberg abandona o suspense e a aventura para abraçar completamente a comédia. O problema é que nem sempre o seu estilo de direção se encaixa perfeitamente com o humor exagerado que o filme busca apresentar.

O longa aposta em um ritmo frenético, com situações absurdas e personagens caricatos, mas muitas vezes parece que o diretor ainda procura o equilíbrio entre a grandiosidade visual que domina tão bem e a comédia escrachada proposta pelo roteiro.

O roteiro e o humor

Escrito por Robert Zemeckis e Bob Gale, futuros criadores de De Volta para o Futuro, o roteiro mistura sátira de guerra com humor físico e nonsense. A sensação é de assistir a uma sucessão de esquetes cômicas conectadas por uma trama simples, o que acaba prejudicando a narrativa em alguns momentos.

Mesmo assim, o filme possui diversas piadas que funcionam muito bem. O espírito de paródia está presente do início ao fim, zombando do patriotismo exagerado e do pânico coletivo que tomou conta dos Estados Unidos após Pearl Harbor.

O elenco

Grande parte do charme do filme está em seu elenco. John Belushi e Dan Aykroyd, dois dos maiores nomes da comédia americana na época, trazem uma química natural graças à parceria construída no Saturday Night Live.

Os dois entendem perfeitamente o tom exagerado da produção e entregam algumas das cenas mais divertidas do longa. Mesmo quando a história parece perdida, a presença deles ajuda a manter o entretenimento.

Direção e espetáculo visual

Mesmo sendo uma comédia, ainda é possível reconhecer o talento de Spielberg. O diretor imprime dinamismo às cenas e consegue transformar situações absurdas em momentos visualmente interessantes.

Além disso, já é possível perceber sua habilidade em coordenar grandes sequências de ação e destruição, algo que seria aperfeiçoado nos anos seguintes. Embora o roteiro seja irregular, a direção mantém o filme sempre em movimento.

Veredito

1941 – Uma Guerra Muito Louca está longe de ser um dos melhores filmes de Steven Spielberg, mas também não merece a fama negativa que carregou durante muitos anos. É uma experiência curiosa dentro da carreira do diretor, mostrando um lado mais experimental e despretensioso.

Se você procura uma grande história, talvez saia decepcionado. Mas se a ideia é conhecer uma faceta diferente de Spielberg e dar algumas boas risadas com uma comédia caótica dos anos 70, o filme certamente tem seu valor.

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Marina Bueno
Sobre o autor Marina Bueno

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