Após investir R$ 22 milhões no Corinthians e ocupar a Times Square, plataforma de conteúdo adulto agora patrocina “Bruna Surfistinha 2”, estrelado por Deborah Secco
Nos Estados Unidos, plataformas de conteúdo por assinatura transformaram a intimidade digital em uma indústria bilionária. No Brasil, uma empresa quer acelerar esse mesmo movimento aproximando o mercado adulto do entretenimento de massa. Depois de fechar um contrato milionário com o Corinthians e levar campanhas para a Times Square, em Nova York, a Fatal Fans anuncia agora o patrocínio de Bruna Surfistinha 2, filme estrelado por Deborah Secco. A iniciativa reforça a estratégia da plataforma de ocupar espaços tradicionalmente associados às grandes marcas e ampliar a presença da creator economy em diferentes setores.
A entrada no cinema representa mais um passo dessa expansão. Para a Fatal Fans, associar sua marca a uma das personagens mais conhecidas da cultura pop brasileira aproxima a plataforma de um universo que reúne entretenimento, comportamento e economia digital. O patrocínio também fortalece a presença da empresa em uma produção com grande expectativa de repercussão nacional.
Para Kellerson Kurtz, diretor de negócios da Fatal Fans, a economia dos criadores deixou de se limitar às plataformas digitais. “A economia dos criadores não está mais restrita a uma plataforma ou a um único formato. Ela conversa com esporte, entretenimento, publicidade, cinema e comportamento. Para a Fatal Fans, estar nesses ambientes é uma forma de mostrar que o conteúdo adulto também faz parte da economia digital e pode ser tratado com estratégia, profissionalismo e visão de mercado”, afirma.
Na prática, o cinema é apenas uma das frentes dessa estratégia. Em julho de 2026, a Fatal Fans também anunciou um contrato de R$ 22 milhões com o Corinthians, válido até 31 de dezembro de 2027 e com possibilidade de ampliação para R$ 31 milhões. O acordo envolve futebol masculino, futebol feminino, futsal e basquete, mas foi estruturado com cuidados reputacionais pouco comuns em patrocínios tradicionais. No futebol feminino, por exemplo, a exposição direta da marca dá lugar a campanhas institucionais voltadas à valorização das mulheres no esporte.
Para Kellerson, a parceria com o Corinthians ajuda a conectar a creator economy ao esporte de massa. “O Corinthians é uma das marcas mais fortes do esporte mundial e sua história se conecta diretamente a valores como comunidade, inclusão e transformação social. Para a Fatal Fans, essa parceria representa a oportunidade de aproximar ainda mais a economia criativa do universo esportivo, apoiando projetos que geram impacto positivo para atletas, torcedores e para a sociedade”, diz.
Outro símbolo dessa estratégia foi a presença da marca na Times Square, em Nova York. Os painéis exibiram a Fatal Fans ao lado de referências ao Corinthians e de criadoras de conteúdo adulto como Raquel Pacheco, Andressa Urach, Karol Rosalin, Martina Oliveira e outras contratadas recentes. Para a empresa, ocupar um dos espaços publicitários mais conhecidos do mundo representa mais do que uma ação de visibilidade: é uma forma de posicionar o conteúdo adulto dentro da linguagem das grandes marcas.
A expectativa da Fatal Fans é consolidar sua liderança em um mercado que ainda passa por um processo de profissionalização no Brasil. Para a empresa, o setor reúne uma audiência gigantesca, criadores altamente relevantes e um modelo de negócios baseado em assinaturas recorrentes, fatores que indicam um forte potencial de crescimento nos próximos anos. “O Brasil tem uma audiência enorme, criadores muito fortes e um mercado que ainda tem muito espaço para crescer. Acreditamos que essa transformação vai acontecer em pouco tempo, e a Fatal Fans quer liderar esse movimento no país”, conclui Kellerson Kurtz.
