A franquia Avatar narra uma épica saga espacial que se tornou marcante de diferentes maneiras. Quando se fala nesses filmes, alguns podem pensar primeiro na impressionante qualidade da computação gráfica que dá vida ao rico mundo de Pandora. Outros se lembram das sequências de ação, que os elevam a um espetáculo nunca antes visto no cinema. Porém, a arma secreta da trilogia está em sua carga dramática.
Não faltam momentos comoventes em Avatar, justamente porque o drama dá sentido a todo esse espetáculo técnico ao conectar o público às jornadas desses alienígenas azuis e seu planeta vivo. Para celebrar a chegada de Avatar: Fogo e Cinzas no Disney+, reunimos abaixo uma lista com algumas das vezes em que a saga nos trouxe fortes emoções. Confira:
Jake Sully conhece as maravilhas de Pandora
Lançado em 2009, o filme Avatar começa com Jake Sully (Sam Worthington) embarcando para uma missão em Pandora. Ele chega ao planeta para substituir o falecido irmão no programa Avatar, que transfere mentes humanas para corpos sintéticos de Na’vi – os altos alienígenas azuis que vivem no local. Durante a missão, Jake passa a conhecer as maravilhas do planeta e, aos poucos, se apaixona por elas.
Essa jornada traz momentos verdadeiramente singelos, como a primeira vez em que ele voa em um ikran – criatura voadora que parece um dragão –, junto à nativa Neytiri (Zoe Saldaña). Porém, o ápice acontece na cerimônia em que o humano é aceito como parte do Clã Omatikaya, o povo que vive nas florestas. Na mesma noite, ele é levado à Arvore das Vozes, onde consegue ouvir ancestrais de sua nova tribo, e inicia o romance com Neytiri.
O ataque à Árvore Lar
Infelizmente, a consagração de Jake como Omatikaya chega no momento em que a humanidade decide atacar a Árvore-Lar, uma gigantesca planta ancestral e sagrada, que servia de lar para o clã. Ela se tornou alvo de uma ofensiva dos humanos por estar localizada acima de uma enorme reserva de Unobtanium, mineral valioso cuja extração é a principal razão para essa expedição em Pandora.
A destruição generalizada leva Jake a uma tentativa desesperada de convencer seu novo povo a sair de lá. Com apenas uma hora de vantagem, ele fala a verdade sobre a ameaça que se aproxima e sobre a própria participação nisso tudo – afinal, ele foi enviado até os Omatikaya pelos humanos. Em vez de correr, os Na’vi tentam defender sua morada em um combate que termina com a morte de muitos deles e a devastação desse lugar tão especial.
Neytiri salva Jake
Visto como traidor por seu novo povo após a queda da Árvore Lar, Jake Sully decide provar sua lealdade com uma medida drástica e se conecta ao grande leonopteryx para se tornar o lendário guerreiro Toruk Makto. Assim, ele conquista a confiança dos Omatikaya e de outros clãs para uma última batalha contra os humanos. Durante o conflito, o coronel Quaritch (Stephen Lang) tenta matar o corpo humano de Jake, sendo impedido por Neytiri, que assassina o vilão e resgata o amado.
Esse momento marca a primeira vez em que a guerreira vê a forma original do protagonista. Quando acorda, Jake diz “eu vejo você”, um ditado Na’vi semelhante a “eu te amo”, que significa que ele a entende, respeita e ama ao enxergá-la por inteiro. Neytiri responde que o vê de volta, mostrando que a conexão entre eles se tornou forte a ponto de fazê-la perdoar as ações passadas do humano.
O renascimento de Jake Sully

A batalha final do primeiro Avatar chega ao fim com a vitória dos nativos, que expulsam os seres humanos de Pandora. Com o fim da guerra, Jake Sully é novamente aceito entre os Omatikaya e passa por um ritual na Árvore das Almas – outro local sagrado para os alienígenas. Lá, sua mente humana é transferida em definitivo para o corpo de seu avatar, tornando-o um Na’vi em definitivo.
A cerimônia marca um dos momentos mais belos de toda a produção, com o clã cantando e dançando em torno de uma árvore neon cercada por criaturas luminosas. Uma conclusão apropriada para um épico que abordou a defeza da natureza com tanta paixão.
Caça aos Tulkuns
A continuação Avatar: O Caminho da Água (2022) mostrou os humanos retornando à Pandora. Para fugir de uma nova guerra, a família Sully deixa seu lar e se junta aos Metkayina, povo tão conectado à água quanto os Omatikaya são conectados à floresta. Um exemplo dessa ligação é a relação entre eles e os tulkun, espécie de baleia alienígena dotada de inteligência que é considerada “irmã de alma” pelos Na’vi.
Infelizmente, os tulkuns também se tornaram alvo da ganância humana por seus cérebros serem ricos em amrita, uma enzima usada para criar remédios anti-envelhecimento. Isso leva a uma das cenas mais tristes de toda a franquia, quando a frota comandada pelo capitão Mick Scoresby (Brendan Cowell) caça e mata uma dessas criaturas, que era irmã de alma de Ronal (Kate Winslet), a líder espiritual dos Metkayina.
A morte de Neteyam
Situado anos após o primeiro filme, Avatar: O Caminho da Água mostrou Jake Sully e Neytiri como chefes de uma família composta pelos filhos biológicos Neteyam (Jamie Flatters), Lo’ak (Britain Dalton) e Tuk (Trinity Jo-Li Bliss), além da adotada Kiri (Sigourney Weaver) e do humano Spider (Jack Champion), filho de Quaritch que se tornou parte do clã. Infelizmente, esse núcleo teve uma baixa trágica ao final da aventura.
Quando os Metkayina decidem entrar em guerra contra os humanos para proteger os tulkuns, algumas das crianças Sully acabam raptadas pelos inimigos. Durante a batalha, Lo’ak e Neteyam conseguem libertar algumas delas, mas decidem voltar para resgatar Spider. Durante a missão, o primogênito é fatalmente baleado por um dos vilões e morre. Triste, esse momento se torna ainda mais emocionante durante o funeral de Neteyam e a conclusão do filme, quando seus pais o visitam no mundo espiritual de Pandora.
O colapso da família Sully
Situado imediatamente após o filme anterior, Avatar: Fogo e Cinzas traz as consequências de O Caminho da Água, especialmente na forma como a família Sully lida com o luto. A tensão silenciosa criada por esse período explode durante um conselho de tulkuns, em que Payakan – o tulkun que se tornou irmão de alma de Lo’ak – é considerado culpado por todas as mortes por ter atacado o navio humano na tentativa de salvar os jovens Sully.
Quando o amigo é exilado, Lo’ak o defende e acaba repreendido por Jake, que deixa escapar que a amizade entre ele e Payakan causou a morte de Neteyam. Esse momento marca o ponto mais sombrio na jornada da família, que precisa curar suas feridas enquanto tenta sobreviver aos ataques dos humanos e do Clã Mangkwan, o brutal Povo das Cinzas, que usa o fogo para conquistar o que quer à força.
