
O roteiro e toda a proposta até que são interessantes e “ousados”, mas quando um filme muda completamente durante a síntese o risco dele piorar é altíssimo, e foi o que aconteceu. A ideia de trazerem uma ambientação e uma história toda sobre a casa é irada, gosto disso, sinto que foge bastante do “para fazer cinema precisamos de mega cenários e coisas lindas” e pega uma casa desarrumada de uma família simples. Entretanto, com a mudança repentina do teor da obra isso meio que se desfaz, quando vem ao nosso encontro aquele apelo de “o amor sempre vence” ( até mesmo sobre uma criatura de 3 metros assustadora que mata pessoas ).
O mais curioso é que a atmosfera do suspense estava lá, é possível senti-la, porém acaba por não condizer tanto com a realidade dos personagens, mas tal culpa cai mais sobre o roteiro que se torna frustrantemente fraco a partir de um certo ponto da obra. Também fica nítido que a velocidade do longa também influencia na perda de “efeito suspense”, pois acaba fazendo o uso de diversos cortes excessivos e mudanças rápidas entre cenas e diálogos; como se a “ansiedade” cinematográfica nos impedisse de sentir algo entre as cenas.
Sobre o elenco posso dizer que Wagner suportou bem o papel de pai protetor ( sou muito fã do cabra não tem jeito ), porém senti que faltou uma química familiar entre todos os integrantes da família, até mesmo nas cenas entre o casal. Senti também que vimos mais um filme de ficção em que pessoas olham para criaturas extraterrestres e ficam assim: 😧; Algo que sempre achei estranho. Mas de certo modo, é algo que auxilia na construção dos personagens diante do desenrolar da narrativa.
Em conclusão, A última Casa nos entrega um filme bastante curioso que poderia ter explorado diversas outras vertentes e diversos outros porquês que talvez fortalecessem mais o suspense, mas preferiu se manter em águas tépidas e confortáveis, o que nos leva ao encontro com um final cansativo, previsível e que provavelmente cairá no esquecimento.
Nota: 6/10🌶️
