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A beleza estonteante de “O filho da puta“ – Crítica (2026)

Apesar do título, o filme é uma verdadeira manifestação de cores e ilustrações que encharcam os olhos do espectador com traços únicos. Partindo do conceito que o filme é bem artesanal e que por si só carrega uma história considerada...

Sumário

Apesar do título, o filme é uma verdadeira manifestação de cores e ilustrações que encharcam os olhos do espectador com traços únicos.

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Partindo do conceito que o filme é bem artesanal e que por si só carrega uma história considerada clássica, a animação apresenta muito da alma do nordeste brasileiro, com uma trilha sonora encantadora, personagens caricatos e uma paleta marcada por cores vibrantes e quentes.

O glamour da obra está nos detalhes e na miscigenação de histórias (mesmo tendo em foco apenas a trama do personagem principal), com uma “sacada“ de argumento que foi erroneamente substituída por ousadia, algo nada esperado uma vez que, o título carrega uma semântica tão impactante.

As ferramentas e as particularidades do longa valorizam bastante as propostas que apresenta ao público, extraindo, dessa forma, o puro suco de identificação e encanto, fazendo com que o termo “isso é brasil“ e a “jornada do herói“ não se tornem linguagens tão explícitas, tendo em base o protagonista comum.

Dessa forma, os elementos abrasileirados que compõem o filme, possuem um significado tão forte quanto o roteiro: os desenhos de cordel, o calor sertanejo, a música e o linguajar.

Constantemente grosseiro, Ismael, o protagonista ambicioso, reforça a partir de ações o interesse dos roteiristas de construir um drama a ser questionado pelo próprio, o que acaba fazendo jus ao trocadilho “O filho da puta“.

Portanto, a sequência final conclui bem o enredo, pois retrata os principais temas abordados como: o abandono, o egoísmo e, os conflitos familiares e internos dos personagens.

Segue nota: 🌶️8/10

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João Sampaio
Sobre o autor João Sampaio

Sempre fui conectado com a cultura POP e Geek , desde novo, quando fazia ainda peças na escola, já sentia que isso era algo que me inspirava, principalmente por gostar muito de falar sobre. Agora mais velho, formado em Cinema, me tornei um ator que respira muito da arte.

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