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Crítica: Taylor Swift – Álbum The Life of Showgirl Encore (2026)

The Life of a Showgirl

Quando uma diva pop perde o seu caminho Um ano após o lançamento de The Life of Showgirl, que inclusive já tem uma crítica aqui, chegamos agora com a versão Deluxe do álbum. Uma nova versão que traz quatro músicas...

Sumário

Quando uma diva pop perde o seu caminho

Um ano após o lançamento de The Life of Showgirl, que inclusive já tem uma crítica aqui, chegamos agora com a versão Deluxe do álbum. Uma nova versão que traz quatro músicas inéditas, mas que acabam fazendo jus ao motivo de não estarem presentes no álbum original.

Deixando claro: eu não sou hater da Taylor Swift, muito pelo contrário. Estou longe disso. Não costumo ouvir tanto a cantora porque sua sonoridade não faz tanto parte do meu estilo musical, mas tenho um grande respeito pela sua carreira, pela sua construção artística e pela forma como ela conseguiu se consolidar na indústria.

Além disso, o fato de torcer para o Corinthians e para o Kansas City Chiefs acaba criando uma ligação indireta com a cantora, principalmente pelo impacto cultural que ela tem atualmente.

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Dito isso, eu já não tinha gostado do álbum original. A proposta de trazer uma profundidade através da estética de cabaré parecia interessante, mas o resultado acabou sendo uma experiência mediana, sem tanta variação e sem conseguir explorar todo o potencial da ideia.

E com The Life of Showgirl Encore, essa sensação acaba sendo ainda mais aprofundada.

Uma expansão que parece desnecessária

Lançar uma versão Deluxe pouco tempo depois do álbum original é uma grande ousadia, mas também algo que já era esperado vindo de Taylor Swift, uma artista conhecida por nunca parar e por sempre estar criando novos projetos.

Porém, a expectativa criada em torno do álbum acabou sendo muito maior do que aquilo que ele entrega. Principalmente depois de uma promessa de que o projeto seria composto por grandes sucessos, mas que acabou fazendo com que muitas músicas fossem rapidamente esquecidas pelo público.

A sensação é que The Life of Showgirl Encore não funciona como uma verdadeira expansão da obra, mas sim como um complemento que tenta recuperar uma narrativa que já não estava funcionando completamente no primeiro álbum.

As novas músicas dividem opiniões

Quando chegamos às quatro novas faixas do álbum, o resultado acaba sendo dividido.

Por um lado, temos “Patient Zero” e “Pink Clouding”, que são músicas extremamente agradáveis e, particularmente, as que mais funcionam dentro dessa nova versão.

“Patient Zero” é uma experiência sonora interessante, com diferentes ritmos, variações e experimentações que mostram Taylor tentando explorar novas possibilidades dentro da sua própria música.

Já “Pink Clouding” funciona como uma grande carta aberta. A música passa uma sensação de vulnerabilidade e parece trazer uma espécie de pedido de desculpas, mostrando uma ferida mais exposta da cantora.

São momentos em que finalmente sentimos uma conexão maior com a artista e com aquilo que ela quer transmitir.

Quando a experimentação não funciona

Enquanto isso, “Cleveland”, uma das músicas que mais dividiu opiniões entre os fãs da cantora, trouxe sentimentos mistos.

A letra parece funcionar como um grande desabafo, quase como um “não me importo com o que vocês pensam, eu sou livre”. Existe uma ideia interessante por trás da música, mas a execução acaba não acompanhando.

O ritmo parece uma mistura de diferentes estilos e referências que não conseguem conversar entre si. A sensação é de uma grande salada musical, em que várias ideias interessantes estão presentes, mas nenhuma delas consegue realmente se destacar.

Já “Babylon” parece existir apenas porque o álbum precisava de uma faixa de encerramento. A música acaba soando deslocada em relação ao restante do projeto e passa a sensação de que poderia facilmente estar em outro álbum.

Taylor Swift
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Uma era que precisava de mais cuidado

No fim, The Life of Showgirl Encore acaba sendo uma grande mistura de ideias que não encontram uma direção clara.

É um álbum que parece ter sido lançado mais pela necessidade de Taylor Swift continuar entregando novos conteúdos do que por uma verdadeira necessidade artística. E isso é uma pena, principalmente vindo de uma cantora que já mostrou diversas vezes sua capacidade de criar narrativas e projetos muito bem construídos.

A versão Deluxe poderia ser uma oportunidade de aprofundar os conceitos apresentados no álbum original, mas acaba parecendo apenas uma coleção de músicas que ficaram de fora.

Mesmo assim, existem bons momentos, principalmente em “Patient Zero” e “Pink Clouding”, que mostram que ainda existe criatividade e emoção dentro dessa fase da cantora.

Mas, no geral, The Life of Showgirl Encore é uma experiência bagunçada e que merecia um pouco mais de cuidado antes de chegar ao público.

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Marina Bueno
Sobre o autor Marina Bueno

Apaixonada por cultura pop, teatro e musicais. Fã de Wicked, da Supergirl e de histórias inspiradoras, encontrei nos palcos e nas telas minha maior fonte de entretenimento. Corinthiana de coração, valorizo a emoção das grandes apresentações, seja em um espetáculo musical ou em uma partida de futebol.

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