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Crítica: Pequenas Criaturas (2026)

Pequenas Criaturas

Entrando no contexto de uma Brasília futurística que a diretora Anne Pinheiro Guimarães buscava, o filme retratou com clareza devido a ausência de características, conceitos e pobreza de traços “antigos”. Com roteiro escasso, o filme representa um vazio essencial para...

Sumário

Entrando no contexto de uma Brasília futurística que a diretora Anne Pinheiro Guimarães buscava, o filme retratou com clareza devido a ausência de características, conceitos e pobreza de traços “antigos”. Com roteiro escasso, o filme representa um vazio essencial para a construção da narrativa, mas que ao mesmo tempo, diminui a conexão entre as personagens.

Levando em consideração o trabalho de atuação, a interpretação do roteiro foi diminuída pela falta de química e talvez falta de preparo entre o elenco. A maior surpresa foi a atuação de Lorenzo Mello, que rouba a cena em meio a nomes renomados.

A estética escolhida para trazer o sentimento de vazio é o que dá vida à capital federal, construída na visão que existia sobre a Brasília do “futuro” que chega à telona como um ambiente seco, desértico e ironicamente bonito. Algo recorrentemente citado como “chato e feio” durante toda a construção do filme, dando a entender que o possível futuro quase nunca é como esperamos.

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O uso do “quase” refere-se ao plot estranho e curioso que permeia as cenas finais. A plasticidade nos traz a sensação de que a ideia e o roteiro eram incríveis na cabeça da diretora, que não os executou plenamente.

Já sobre a direção de arte, a beleza e a tristeza dançam juntas em uma melancolia acolhedora. A vastidão de Brasília, carrega um cenário vazio causando a sensação de “recém – chegados” tanto para os personagens quanto para os espectadores.

Dessa forma, a parte técnica possui enquadramentos lindos, que juntamente com a direção de fotografia trouxeram uma ótima imersão e sentimentalismo em cada take. Como por exemplo, a cena em que André (Théo Medon) e Gustavo (Tomaz Lino) olham para as pessoas de cima do prédio e as analisam como formiguinhas.

Portanto, a sensibilidade que o filme entrega coloca a tona conflitos internos de diferentes fases da vida: um jovem se descobrindo, uma mãe abandonada e uma criança apenas sendo criança e demonstrando que ao final de tudo, independente do que vivemos, somos todos apenas pequenas criaturas.

Segue nota: 🌶️6/10

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João Sampaio
Sobre o autor João Sampaio

Sempre fui conectado com a cultura POP e Geek , desde novo, quando fazia ainda peças na escola, já sentia que isso era algo que me inspirava, principalmente por gostar muito de falar sobre. Agora mais velho, formado em Cinema, continuo frequentando eventos geeks e cineclubes.

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