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Critica: Os Bons Companheiros (1990)

Os Bons Companheiros

O auge da máfia de Martin Scorsese Entre os filmes da cinebiografia de Martin Scorsese, temos Os Bons Companheiros, talvez uma das obras mais aclamadas do diretor. Mas será que ele ainda vale todo esse prestígio? Vamos descobrir. Sinopse Na...

Sumário

O auge da máfia de Martin Scorsese

Entre os filmes da cinebiografia de Martin Scorsese, temos Os Bons Companheiros, talvez uma das obras mais aclamadas do diretor. Mas será que ele ainda vale todo esse prestígio? Vamos descobrir.

Sinopse

Na década de 1950, no bairro do Brooklyn, em Nova York, o jovem Henry Hill tem a chance de realizar seu sonho de se tornar um gângster quando um mafioso local o recruta para sua gangue. Henry aproveita a oportunidade e conhece James “Jimmy” Conway e Tommy DeVito, dois criminosos destemidos e brutais que atuam para a máfia. Impressionado, ele se junta ao grupo e mergulha no lucrativo mundo do crime organizado e do tráfico de drogas.

A estrutura que Scorsese consolida

Os Bons Companheiros marca o início de uma estrutura narrativa que Scorsese repetiria em outros filmes de máfia: acompanhar figuras reais ou inspiradas na realidade, explorando toda a trajetória dos altos aos baixos de seus protagonistas.

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Aqui, isso acontece através de Henry Hill, vivido por Ray Liotta.

Henry Hill e a narração do caos

Ray Liotta entrega um dos personagens mais fascinantes da filmografia de Scorsese. A narrativa em voice-over, compartilhada com Lorraine Bracco, que interpreta Karen Hill, constrói uma dinâmica interessante entre o olhar interno e externo desse mundo.

A relação entre Henry e Karen também adiciona uma camada importante, especialmente quando o filme coloca em evidência o machismo e a violência constante desse universo.

Ainda jovem, Henry também é interpretado por Christopher Serrone, mostrando desde cedo sua fascinação pela vida criminosa.

Karen Hill e o olhar de fora

Lorraine Bracco interpreta uma das figuras mais interessantes do filme. Karen vive constantemente à margem da violência, tentando sustentar sua relação enquanto lida com o ambiente perigoso ao seu redor. Em muitos momentos, ela funciona como o principal contraponto emocional da narrativa.

Tommy DeVito e a violência imprevisível

Joe Pesci, como Tommy DeVito, entrega um dos personagens mais explosivos do cinema. A famosa cena de “você está me achando engraçado?” é um dos momentos mais tensos do filme. Pesci transmite uma sensação constante de instabilidade e perigo iminente.

Em contraste, Robert De Niro interpreta Jimmy Conway com mais frieza, mas ainda assim com uma brutalidade silenciosa que aparece nos momentos certos.

A assinatura de Scorsese

Como sempre, Scorsese domina a representação da violência. Seus filmes de máfia são crus, imprevisíveis e mostram um mundo sujo, do qual não há saída fácil. Aqui, ele equilibra muito bem o ambiente criminal com as dinâmicas pessoais, criando uma obra intensa e envolvente.

Conclusão

Os Bons Companheiros é, sem dúvidas, um dos melhores filmes da carreira de Scorsese. Mesmo existindo outros grandes títulos dentro do gênero, este ocupa facilmente um lugar entre os melhores filmes de máfia já feitos.

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Marina Bueno
Sobre o autor Marina Bueno

Apaixonada por cultura pop, teatro e musicais. Fã de Wicked, da Supergirl e de histórias inspiradoras, encontrei nos palcos e nas telas minha maior fonte de entretenimento. Corinthiana de coração, valorizo a emoção das grandes apresentações, seja em um espetáculo musical ou em uma partida de futebol.

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