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Crítica: Mestres do Universo (2026)

Depois de quase duas décadas de tentativas frustradas, o live-action de Mestres do Universo chega aos cinemas. É uma tarefa tão desafiadora conseguir achar um público para esse projeto? Na trama, Adam caiu na Terra quando era criança e perdeu...

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Depois de quase duas décadas de tentativas frustradas, o live-action de Mestres do Universo chega aos cinemas. É uma tarefa tão desafiadora conseguir achar um público para esse projeto?

Na trama, Adam caiu na Terra quando era criança e perdeu a espada mágica que o ligava à Eternia. Quase 20 anos depois, ele a recupera e retorna ao seu planeta natal para protegê-lo do malvado Esqueleto, mas primeiro precisa desvendar seu passado.

Em 2023, a Mattel teve uma das maiores surpresas em adaptações de suas linhas de brinquedos: o live-action de Barbie, arrecadando 1 bilhão e 400 milhões de dólares mundialmente. Após os números impressionantes, a companhia anunciou que está preparando, estima-se que cerca de 45 filmes ainda sairão do papel.

Um deles, esse vou comentar: Mestres do Universo, uma das mais difíceis para transpor para tela, mas Travis Knight (Bumblebee) consegue muito bem trazer a estética cafona de Eternia para cinemas.

Ao longo da exibição, fica um questionamento: qual público-alvo desse filme? Entendi, eles querem agradar todos os novos fãs e velhos que acompanhavam a animação clássica (1983-1985). Tudo isso é ancorado pelo carismático elenco, encabeçado por Nicholas Galitzine (Vermelho, Branco e Sangue Azul ).

A escolha do elenco é o ponto alto do filme; todos estão à vontade aqui. Galitzine sabe mesclar o lado heróico com o bobão, isso é levado para momentos dramáticos (são rasos) e para cenas épicas de batalhas, e o ator entendeu muito bem a proposta. Camila Mendes Interpreta uma Teela forte e determinada , com personalidade e senso de justiça forte junto a ela.

 Mestres do Universo/Foto: Sony Pictures

O melhor personagem é o Esqueleto (Jared Leto), que leva a caricatura ao extremo de dizer: “Eu sou vilão, gosto disso”. Em alguns momentos, só a maneira como ele regia as situações era cômica por si só.

Os demais personagens interpretados por Idris Elba, Alison Brie, Morena Baccarin e Kristen Wiig têm pouco espaço; alguns só se resumem a reações uma limitação do roteiro em administrar esses muitos personagens.

A recriação de Eternia é de encher os olhos; cada lugar fantástico ganha vida. A câmera sabe bem mostrar cada espaço. Os personagens em CGI com esqueleto e gato guerreiro são impressionantes. Mas, em alguns momentos, a CGI vira inimiga em filmes que envolvem muitos efeitos; alguns parecem ainda precisar de polimento. O castelo de Grayskull no início é um bom exemplo.

Travis Knight traz direção estilizada como câmera viva, com movimentos imersivos para cenas de ação e momentos cômicos (até esse momento longo que mais ri). Seu trabalho transmite a sensação de assistir a um desenho animado de sábado de manhã, leve e sem pretensão.

Mestres do Universo conseguem equilibrar a nostalgia geracional. A franquia da Mattel precisava de trama simples e personagens caricatos. A produção da Amazon pode te surpreender positivamente com a agradável longa do início do verão americano.

O longa conta com três cenas pós-créditos; uma delas dá o indicativo para o próximo filme. 

NOTA: 6/10

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Matheus Silva
Sobre o autor Matheus Silva

Estudante de jornalismo, fã da cultura pop. Adora ir ao cinema e vivenciar a experiência, seja com um bom filme ou ruim (sendo ruim, será detonado com classe ou não). Adora ouvir música e ler livros.

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